2 de 6 pessoas acharam útil a crítica que se segue.
Ao domingo à tarde na televisão é
capaz de se ver melhor.Não temos a mínima dúvida que
"Marley e Eu" vai repetir por cá o seu
enorme sucesso nos EUA: a adaptação
do "best-seller" do jornalista John
Grogan sobre a sua vida com o "pior
cão do mundo" tem tudo para agradar
ao público, desde cãezinhos mais ou
menos ternurentos a fazerem
maldades mais ou menos
irresponsáveis até um final
melodramático pensado
descaradamente a puxar à lágrima.
O
que não tem é ponta por onde se lhe
pegue: poder-se-ia pensar que
"Marley e Eu" ia ser uma história de
família a braços com cão-catástrofe,
afinal sai-nos na rifa uma comédia
romântica chapa-quatro e
completamente anónima sobre os
altos e baixos do casamento de dois
jornalistas de Miami, onde o trunfo
canino é escandalosamente
subaproveitado num labrador
traquinas que é quase uma
personagem secundária no seu
próprio filme - o que faz os últimos
vinte minutos parecer um enxerto de
outro filme que não o que David
Frankel ("O Diabo Veste Prada") fez.
Ao domingo à tarde na televisão é
capaz de se ver melhor.
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