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Salva-se do anonimato mais ignominioso por não querer ser mais do que um pequeno drama familiar e pelas interpretações sólidas dos actoresJá aqui estivemos antes -
na exploração da família
disfuncional em reunião
catártica pelo cinema
americano independente,
neste caso específico com o
funeral da mãe a trazer ao
de cima os segredos de
uma adolescência
dilacerante sob o
jugo de um pai
tirânico. A independência, contudo,
é só aparência - o elenco é de peso
(nem falta Julia Roberts, numa
participação especial), o
financiamento é alemão - e o
estreante Dennis Lee não tem nada
de novo para adicionar ao já longo
ciclo de pequenos dramas
familiares.
O que salva "Um Segredo
Muito Nosso" do anonimato mais
ignominioso é a relativa modéstia do
projecto, que não tem ambições
significativas para lá de contar a sua
história com alguma eficácia nem
pretensões a querer ser mais do que
um pequeno drama familiar, e as
interpretações sólidas dos actores.
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