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Sylvia Kristel, a eterna Emmanuelle, internada em estado crítico

02.07.2012 - PÚBLICO
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Actriz tem 59 anos e há dez anos que luta contra um cancro na garganta

A actriz holandesa que, aos 22 anos, se tornou um ícone da libertação sexual dos anos de 1970 com um clássico do cinema erótico, “Emmanuelle”, foi internada no fim-de-semana em Amesterdão depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Sylvia Kristel, actualmente com 59 anos, está em estado crítico. 
Ao jornal belga Het Laatste Nieuws, o filho de Kristel, Arthur – fruto da relação com o escritor belga Hugo Claus –, confirmou o estado de saúde da mãe, explicando que neste momento “só se pode desejar que tenha uma recuperação rápida”. Mas não tem ilusões. “Temos de ser realistas”, acrescentou Arthur, falando da gravidade do caso. 

Sylvia Kristel sofreu o AVC em casa e foi imediatamente internada de urgência num hospital de Amesterdão, onde permanece sem grande alteração. Nos últimos anos, o estado de saúde da actriz tem sido alvo de alguma de atenção. Pouco antes deste acidente, a actriz estava a fazer uma nova sessão de tratamento contra um cancro na garganta, que se estendeu depois a um pulmão, diagnosticado há dez anos. No entanto, devido ao débil estado de saúde, Kristel teve de parar os tratamentos por uns tempos.

Desaparecida dos ecrãs há alguns anos, Sylvia Kristel é para sempre lembrada como Emmanuelle, protagonista do filme com o mesmo nome, sobre uma jovem decidida a desafiar os limites da sua sexualidade. Adaptado do romance homónimo de Marayat Bibidh Andriane, o filme, realizado pelo francês Just Jaeckin, chegou aos cinemas numa época em que a nudez era ainda censurada. 

O filme, que rompeu muitos tabus ligados ao sexo, é ainda hoje um dos grandes clássicos do cinema erótico, tendo arrecadado em todo o mundo mais de 100 milhões de dólares. 

Ao clássico de 1974, seguiu-se depois “Emmanuelle a Antivirgem", de Francis Giacobetti e Francis Leroi (1975), e "Good bye Emmanuelle", de François Leterrier (1977). 

Mas nem só do cinema erótico se fez a carreira de Sylvia Kristel, que entrou também em filmes de Claude Chabrol, Roger Vadim e Alain Robbe-Grillet.

Em 2006 a actriz escreveu a sua autobiografia, "Nua", editada em Portugal pela Ambar, na qual fala sobre a fama que alcançou ainda jovem e as suas consequências. Os excessos com o álcool e a cocaína, as suas relações amorosas, os luxos e as desilusões e mais recentemente o cancro, são alguns dos temas abordados.