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Pedro Costa e Akerman em diálogo no DocLisboa

12.09.2012 - Sérgio C. Andrade
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Festival cria nova secção, Passagens, para mostrar e debater a relação da arte com o documentarismo.

 

Já sabíamos que a belga Chantal Akerman (Bruxelas, 1950) ia ser a cineasta em destaque no 10.º DocLisboa, a decorrer de 18 a 28 de Outubro. Sabe-se agora que o festival vai não só mostrar uma retrospectiva integral dos seus filmes – que serão exibidos na Cinemateca –, mas também várias instalações, que serão postas em diálogo com a obra de Pedro Costa.

É esta uma das componentes de uma nova secção do festival, Passagens, que terá uma segunda face mais virada para o debate: uma dezena de artistas, investigadores e professores portugueses e da Universidade de Paris – com quem o DocLisboa estabeleceu uma parceria – vão discutir, de 25 a 27 de Outubro, o (novo) estado actual do documentarismo.

 

“Vivemos um momento de cruzamento entre dois movimentos: por um lado, é o cinema que sai das salas convencionais e entra nas galerias de arte e nos museus; por outro, dá-se um documentary turn na arte contemporânea”, justifica ao PÚBLICO Susana Sousa Dias, da direcção do DocLisboa, e que, com Cíntia Gil, é responsável pela nova secção.

 

De Pedro Costa vão ser apresentadas instalações Sem Título, enquanto de Chantal Akerman serão mostrados trabalhos como Une Voix dans le Désert (a partir de imagens da rodagem do filme De l’Autre Côté) e Tombée de Nuit sur Shangha (uma obra produzida no âmbito do projecto da Fundação Gulbenkian, O Estado do Mundo), além de outros ainda a anunciar.

 

As obras de Akerman e Pedro Costa serão distribuídas pela galeria do Palácio Galvelas e pelo espaço Carpe Diem - Arte e Pesquisa, além da Cinemateca.

 

Para o colóquio internacional, estão até ao momento confirmadas as presenças dos docentes da Universidade de Paris, Jacinto Lageira (português, mas professor de Estética em Paris), Françoise Parfait, Nicole Brenez e Aline Caillet.