Crítica

Clubbing: PJ Harvey + John Parish

  • Telefone: 220120220
  • Local: Casa da Música
  • Preço: Sala Suggia: 30€. Sala 2: 7,5€. Parque: 10€.
  • Horarios: Dia 02.05.2009, Sábado às 22h30
  • Obs: Na Sala Suggia. Sala 2: Kid Congo Powers & The Pink Monkey Birds, Télépathique. Parque de Estacionamento (21h30): Melanie Walz (soprano) e Remix Ensemble. Bares: DJ Apacula e Paulo Dantas, Joel Martin. Sala Roxa: Álvaro Costa. Cybermúsica: Octeto Remix.
02.05.2009
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"A Woman A Man Walked By", colaboração entre PJ Harvey e o amigo de longa data John Parish, é o centro gravitacional de mais uma festa Clubbing. Mas há muito mais a acontecer na Casa da Música, Porto, dia 2 de Maio.

O álbum é o segundo que Harvey e Parish editam creditados em conjunto. A cumplicidade musical existe desde que ela, nos anos 80, colaborava com os Automatic Dlamini, a obscura banda dele. Em 1996, editaram "Dance Hall At Louse Point". Segundo Polly Jean, a colaboração nasceu por ela, numa canção, dar mais importância à letra que à música. De forma a equilibrar os dois elementos, concentrou-se na escrita e no canto e convocou Parish para compor as canções. Quanto a "A Woman A Man Walked By", foi produzido por Flood (Depeche Mode, U2 ou Jesus & Mary Chain) e tem como primeiro single "Black hearted love".

A Sala 2 deixa-se apropriar pelas "Dracula Boots" de Kid Congo Powers, guitarrista de culto e um ícone da rebeldia e da irreverência. Afinal, o músico veio de algumas das mais marcantes bandas punk dos anos 80 e 90, como Nick Cave & The Bad Seeds, The Cramps ou Gun Club. Passa pela Casa da Música acompanhado da sua banda, The Pink Monkey Birds. Na mesma sala, actua o duo brasileiro Télépathique, formado por Érico Theobaldo e Mylene.

Nos bares, vão estar a fluir as selecções de Joel Martin, Apacula e Paulo Dantas. O Octeto Remix anima a passagem pelo Cybermúsica com música de Schubert. A Sala Roxa volta a ser o ponto de encontro para as reflexões musicais orientadas por Álvaro Costa, desta vez subordinadas ao tema "Festival Express, o comboio fantasma da era hippie". O colectivo berlinense Pfadfinderei encarrega-se, mais uma vez, da cenografia geral.

Antes de tudo isto, o Remix Ensemble, acompanhado da soprano Melanie Walz, toma conta do parque de estacionamento com obras de Vivier e Rzewski, num concerto que serve simultaneamente para encerrar o festival Música e Revolução e para abrir o Clubbing.

PÚBLICO/PUBLICO.PT